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RodaGiro

Tipos de óleo: qual usar no seu carro

Toque num frasco para ver, de forma direta, para que serve cada tipo de óleo, onde usar e o que observar.

Óleo sintético

Base produzida em laboratório, com moléculas uniformes: flui rápido no frio e aguenta mais calor.

Onde usa
A maioria dos carros atuais, principalmente motores turbo, de injeção direta e com start-stop.
Viscosidades comuns
0W-205W-305W-400W-30
Normas
API SP ou SQ, ACEA (como C3) ou norma da montadora (como VW 508 00 e GM dexos).
  • Melhor proteção na partida e em alta temperatura.
  • Mantém as propriedades por mais tempo.
  • É o mais caro.
  • Precisa ter a viscosidade e a norma do manual: sintético "qualquer" pode não servir.

O que quer dizer 5W-30?

Partida a frio

5W

O "W" vem de winter (inverno). Quanto menor o número, mais fino o óleo no frio e mais rápido ele chega às peças na partida. O 5W é testado a -30 °C.

Motor quente (100 °C)

30

Quanto maior o número, mais grosso o óleo com o motor quente. O 30 tem de 9,3 a menos de 12,5 mm²/s de viscosidade a 100 °C.

Atenção: use sempre a viscosidade que o manual do seu carro indica. Óleo mais grosso não é "mais proteção": pode demorar a lubrificar na partida e aumentar o consumo.

Como ler a embalagem

A embalagem traz duas coisas: a viscosidade (como 5W-30) e a norma. Confira as duas no manual.

Mineral × semissintético × sintético

Mineral Semissintético Sintético
Partida a frioMais lentaMédiaMais rápida
Calor e turboResiste menosMédioResiste mais
DuraçãoMenorMédiaMaior
PreçoMenorMédioMaior

Outros fluidos do carro

Líquido de arrefecimento (a "água" do radiador)

Tira o calor do motor e leva até o radiador. A mistura de água com aditivo não congela, ferve em temperatura mais alta que a água pura e protege o sistema contra corrosão.

  • Orgânico (OAT, "longa duração"): Proteção contra corrosão com ácidos orgânicos. Dura mais e é o mais comum em carros recentes.
  • Inorgânico (IAT): Tecnologia mais antiga, com silicatos e fosfatos. Precisa ser trocado com mais frequência.
  • Híbrido (HOAT): Combina as duas tecnologias. Usado por várias montadoras.
  • Concentrado × pronto para uso: O concentrado precisa ser diluído em água desmineralizada na proporção do manual; o "pronto para uso" já vem misturado. Não dilua o que já é pronto.

Atenção: Nunca abra o reservatório com o motor quente: o líquido está sob pressão e pode queimar.

Fluido de freio

Transmite a força do pedal até as rodas. Como não se comprime, o freio responde na hora.

  • DOT 3: À base de glicol. Ponto de ebulição mínimo: 205 °C (novo) e 140 °C (úmido).
  • DOT 4: À base de glicol, aguenta mais calor: 230 °C (novo) e 155 °C (úmido). É o mais usado nos carros atuais.
  • DOT 5.1: À base de glicol, para mais exigência: 260 °C (novo) e 180 °C (úmido). Pode substituir DOT 3 e 4 quando o manual permitir.
  • DOT 5 (silicone): Não é de glicol e não se mistura com os outros. Raro em carros de passeio: nunca coloque onde o manual pede DOT 3, 4 ou 5.1.

Atenção: O fluido de glicol absorve umidade do ar com o tempo, e isso baixa o ponto de ebulição: o pedal pode ficar "borrachudo" numa descida longa. Por isso ele tem prazo de troca (veja no manual; muitas montadoras pedem a cada 2 anos).

Fluido da direção hidráulica

Ajuda a virar o volante com pouco esforço, empurrado por uma bomba ligada ao motor.

  • ATF: Muitos sistemas usam fluido de câmbio automático.
  • Fluido específico (PSF/CHF): Outros pedem fluido próprio, mineral ou sintético. Não misture: use o que está na tampa ou no manual.

Atenção: Volante pesado ou chiado ao esterçar pode ser nível baixo. Complete com o fluido certo e procure vazamentos.

Bateria

Dá a energia para a partida do motor e alimenta a parte elétrica com o motor desligado. Com o motor ligado, quem gera energia é o alternador, que também recarrega a bateria.

  • Convencional (chumbo-ácido): A mais simples e barata. Algumas têm tampas para completar a água destilada.
  • Selada / livre de manutenção: Também de chumbo-ácido, mas fechada: não precisa completar água. É a mais comum nos carros de passeio.
  • EFB: Chumbo-ácido reforçada para aguentar muitas partidas seguidas. Usada em carros com start-stop mais simples.
  • AGM: O eletrólito fica preso numa manta de fibra de vidro. Aguenta mais ciclos de carga e descarga; exigida em muitos carros com start-stop e frenagem regenerativa.

Atenção: Na troca, siga a especificação do manual: tensão (12 V), capacidade (Ah) e corrente de partida (CCA). Carro com start-stop precisa de bateria EFB ou AGM; uma comum dura pouco nele.

Água do limpador de para-brisa

Limpa o para-brisa junto com as palhetas.

  • Água + aditivo para para-brisa: Os aditivos próprios ajudam a tirar gordura e insetos sem agredir a pintura e as borrachas.

Atenção: Evite detergente de cozinha: faz espuma e pode ressecar as borrachas.

Perguntas frequentes

Qual óleo devo usar no meu carro?

O que o manual indica: a viscosidade (como 5W-30) e a norma (API, ACEA ou da montadora). Os dois precisam bater com a embalagem.

Qual a diferença entre 5W-30 e 5W-40?

Os dois se comportam igual na partida a frio (5W). Com o motor quente, o 40 é mais grosso. Mais grosso não é mais proteção: use o do manual.

Posso misturar sintético com mineral?

Só para completar o nível numa emergência, com a mesma viscosidade. A mistura perde parte das qualidades do sintético; na troca, use só o óleo especificado.

De quanto em quanto tempo trocar o óleo?

No prazo de km ou de tempo do manual, o que vier primeiro, sempre com o filtro. Uso severo (trajetos curtos, trânsito, poeira) costuma encurtar o prazo.

Ferramentas relacionadas

Dados atualizados em 08/11/2026. Fonte: norma SAE J300 (viscosidade), API/ILSAC e ACEA (qualidade do óleo) e FMVSS 116 (fluidos de freio DOT). A especificação do seu carro está no manual do proprietário.